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quinta-feira, 17 de março de 2016

Projeto "Terra à vista, o descobrimento do Brasil". Aula 2 de 4

Disciplinas:

Matemática, ciências e Ed. Física.

Começando a segunda aula do projeto, descobrimento do Brasil.

A professora levará para a aula, uma moeda de R$ 1,00. Perguntará aos alunos se eles sabem do que se trata aquela moeda. A partir daí, iniciar a atividade que utilizará moedas antigas portuguesas e montagem de tangram. Para quem não conhece, tangram é um jogo chinês milenar, extremamente inteligente. Ele contém 7 peças geométricas onde é possível fazer qualquer figura utilizando esse conjunto.


 A montagem do tangram exigirá do aluno o raciocínio lógico e o reconhecimento das formas geométricas. Cada aluno receberá as 7 peças que compõem o tangram em papel cartolina. É só colar essa imagem abaixo no word e mandar imprimir. A seguir, passá-la para um papel cartão ou EVA. O que seu bolso achar mais sustentável.

Resultado de imagem para tangram

Vamos então à descrição da atividade:

Nossa moeda hoje é feita de níquel. Mas quando o Brasil foi descoberto, há mais de 500 anos, que moedas que se usava? Mostrar aos alunos uma moeda de 1 vintém e uma moeda de 5 vinténs.

Escrever no quadro o valor dessa moeda hoje (criado pelo professor). 1 vintém valeria 5 Reais. 5 vinténs, 50 Reais. As moedas estarão coladas em um papelão no formato redondo. Abaixo, as imagens das moedas.


A seguir, a professora mostrará aos alunos uma caixa que terá as moedas. Uma espécie de banco. Os alunos então terão de trabalhar para ganhar as moedas. O trabalho será eles montarem o que os portugueses usaram para chegar ao Brasil utilizando peças em tangram, ou seja, um barco. As peças serão entregues avulsas. A montagem correta exige a utilização de todas as 7 peças. Cada tangram montado valerá 60 vinténs. A imagem do barco montado está abaixo, e o professor pode auxiliá-los nesse processo.


Com o barco montado, o aluno irá colá-lo em uma folha de ofício, vai escolher o número de tripulantes que ele teria, caso viesse para o Brasil. Esse número deverá ser de 1 a 10. O aluno então irá negociar com a professora a compra de alimentos para iniciar a sua viagem. Os nomes de comida serão colados no quadro. Essas comidas listadas são as que eram trazidas dentro dos navios, portanto, aí já se faz a relação histórica com a matemática. 

Como o aluno já recebeu o seu dinheiro, poderá iniciar a compra. No quadro estará colado:

biscoito (muito utilizado em navios) preço 1 vintém.
Água 1 vintém 20 litros.
vinho (também, muito utilizado) (água) preço 2 vinténs.
carne salgada preço 2 vinténs o kg
cebola preço 1 vintém
vinagre preço 1 vintém
azeite preço 2 vinténs
conserva de azeitona preço 1 vintém
mel preço 2 vinténs
salame preço 2 vinténs
goiabada preço 1 vintém
Queijo 2 vinténs o kg.
arroz preço 1 vintém
lentilha preço 1 vintém

O aluno deverá fazer a escolha dos itens selecionados relacionando o tempo de viagem que foi de mais ou menos 1 mês. Nessa compra, o troco e a soma será calculada pelo aluno. Todos os registros serão feitos no caderno. O aluno será lembrado de que cada marinheiro deveria receber por dia 1,5 litro de água e mais 1,5 litro de vinho e no mínimo 15 kg de carne por mês.

A professora abordará então os problemas que aquela viagem acarretaria em termos de alimentação e hábitos de higiene. A partir daí, entrará Ciências de forma interdisciplinar com a matemática. Será entregue ao aluno uma folha xerocada com o título "A dura vida dos mares" falando dessa difícil vida dos marinheiros. É um texto agradável e cheio de curiosidades que os alunos vão gostar muito de saber.

                                             A DURA VIDA DOS MARES

Fome, sede e doença. Três palavras que acompanhavam todos os marujos. Dentre os obstáculos que precisaram ser vencidos para desbravar os mares, nenhum supera a dureza do cotidiano nas caravelas. Os tripulantes eram confinados a um ridículo espaço que impedia qualquer tipo de privacidade. Os hábitos de higiene eram precários. Proliferavam insetos parasitas: pulgas, percevejos e piolhos. O mau cheiro se acumulava, tornando-se insuportável em pouco tempo. Nos pavimentos inferiores, o ar e a luz eram extremamente escassos, fornecidos apenas por fendas entre as madeiras, que também deixavam passar água, tornando os porões abafados, quentes e úmidos. Nesse ambiente insalubre, apinhado de carga, os marinheiros ficavam amontoados em um único cômodo.
Devido ao aperto nos navios, o abastecimento e a alimentação constituíram um problema permanente. Os gêneros embarcados tinham sempre uma péssima qualidade. Estavam frequentemente deteriorados ainda no início da viagem e terminavam apodrecendo em pouco tempo.
O rol dos produtos oficialmente embarcados incluía carne vermelha defumada, peixe seco ou salgado, favas, lentilhas, cebolas, vinagre, banha, azeite, azeitonas, farinha de trigo, laranjas, biscoitos, açúcar, mel, uvas-passas, ameixas, conservas e queijos. Também eram transportados barris de vinho e água, embora, depois de algumas semanas, o vinho se transformasse em vinagre e a água, em um fétido criadouro de larvas.
Para garantir a presença de alimento fresco, iam a bordo alguns animais vivos, principalmente galinhas, e, por vezes, bois, porcos, carneiros e cabras, brindando os embarcados com muito esterco e urina, que contribuíam para agravar o quadro de doenças entre os humanos.
Em viagens longas, passado um mês, o que sobrava para comer era uma espécie de biscoito duro e seco, então já todo roído por ratos e baratas. Nestas condições, a ração era distribuída três vezes ao dia, praticamente nunca excedendo uma porção de biscoitos, meia medida de vinho e uma de água. A dieta pobre em vitaminas explica diversas doenças que se tornaram corriqueiras nos navios, com sintomas como disenteria, febre, fraqueza extrema e desnutrição. A principal era o escorbuto, chamado na época de “mal das gengivas” ou “mal de Luanda”, provocado pela falta de vitamina C. Causava inchaço das gengivas e perda dos dentes, dilatações e dores nas pernas, conduzindo a uma lenta, horrível e dolorosa morte.
A ausência de hábitos básicos de higiene piorava os estragos causados pelo alto grau de deterioração dos víveres. Não era costume, por exemplo, lavar as colheres, as gamelas e os pratos usados. Estes utensílios eram compartilhados, sendo de uso coletivo entre os tripulantes. Além disso, piolhos, pulgas e percevejos saltavam dos animais transportados e encontravam nas pessoas um farto terreno para proliferar. A água utilizada para beber e para cozinhar era guardada em grandes tonéis ou tanques, inapropriados. Assim, quase sempre a água estava infectada por bactérias, o que sempre provocou infecções e diarreias nos tripulantes. 
Além disso, eles precisavam conter sua repugnância diante dos companheiros de viagem, que arrotavam, vomitavam, soltavam ventos e escarravam perto dos que comiam sua escassa refeição. Não havia instalações sanitárias a bordo. Eles faziam as necessidades se debruçando no costado da nau, na borda do navio, voltados para o mar. Alguns caíam enquanto buscavam alívio e nunca mais eram vistos. Aqueles que podiam, valiam-se de bacias, cujo conteúdo fétido era depois despejado em qualquer canto.

Após o texto, o aluno deverá se posicionar sobre as informações onde será debatida a importância dos hábitos de higiene para uma vida saudável. Muitos marinheiros morriam na viagem, não por naufrágio ou ataque de piratas. Mas sim por ambiente insalubre.


A próxima atividade vai contemplar ainda a vida no navio. Como era que os marinheiros se divertiam diante de uma realidade tão difícil? A diversão é muito importante. Eles então jogavam cartas. Propiciar aos alunos um jogo coletivo de cartas que será o dorminhoco, contemplando a atenção como habilidade desenvolvida.

REGRAS DO DORMINHOCO

O jogo não utiliza todas as cartas do baralho e com isso pode-se formar vários grupos com apenas um baralho. Separa-se 3 cartas (trincas) de mesmo número (ou letra) por cada jogador. Ou seja, se forem 4 os jogadores por grupo, separa-se 4 trincas. Se forem 5, cinco trincas, e assim por diante. Deve-se separar também um coringa. As cartas serão embaralhadas e distribuídas entre os jogadores, sendo que um ficará com 4 cartas e iniciará o jogo. Este jogador escolhe uma de suas cartas e passa a mesma para o jogador a sua esquerda. O jogo prossegue sempre com um jogador passando uma carta para o jogador seguinte. Quem receber o coringa passado pelo jogador anterior deve ficar com ele por uma rodada antes de passá-lo adiante. Quando um jogador formar uma trinca, ou seja, ficar com três cartas iguais na mão, deve baixá-las discretamente com os valores para virados para baixo. Os demais jogadores devem fazer o mesmo. O último a baixar suas cartas será o “Dorminhoco”. O objetivo do jogo, portanto, não é necessariamente formar a trinca, mas não ser o último a baixar as suas carta.

Boa aula!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Como trabalhar a importância do banho.

Conteúdo: 
Pele e Bactérias 
A importância da higiene pessoal.


  • Para essa aula, nada melhor do que abri-la com a música do ratinho tomando banho, do inesquecível castelo ra-tim-bum. Simular com as crianças o passo a passo do banho. A música é bem curtinha, dá para repeti-la umas 3 vezes.


  • Após a música, perguntar aos alunos quem gosta de tomar banho. Deixa-los trazer suas experiências. A seguir, contar à turma que tinha uma menina que não gostava de banho. Seu nome era Suzana Janaína, mas podem chamá-la de "Suja". Colar no quadro a Suja, feita toda em papel pardo e recoberta com durecão com aproximadamente 90 cm de comprimento.





  • Banho para quê?

Essa é Suzana Janaína, mas podem chamá-la de Suja. Suja não gostava de tomar banho. Sempre que sua mãe a mandava se banhar, Suja ia para o banheiro, abria o chuveiro para fazer de conta que estava tomando banho e botava a roupa limpa. Sua mãe era tão distraída que nem percebia que Suja a tinha enganado.
Suja já estava há uma semana sem banho. Em uma noite, durante o jantar, sua mãe começou a franzir o nariz dizendo:
-Nossa! Que cheiro ruim! Da onde será que está vindo esse cheiro?- Suja arregalou os olhos com medo de ser descoberta e imediatamente apontou para o cachorro:
-Aposto que é o Joca! Ele não vai na pet há muuuuuito tempo!-A mãe de Suja olhou para o Joca e disse:
-Ah não Joca, amanhã mesmo você vai ir para a pet, você está muito fedido!- Suja sorriu vitoriosa e o Joca lhe deu uma rosnada:
-RRRRRRR.- Suja terminou rapidinho o seu jantar e foi dormir.  Estava tão cansada que logo adormeceu. Nessa noite, Suja teve um sonho muito estranho. Ela sonhou que sobre a sua barriga tinha um pequeno monstrinho beeeem barrigudo.
-Q-Q-QUEM É VOCÊ?
-Ora, vivo em você há uma semana e não me reconhece? Muito prazer, meu nome é Bactéria!
-Como assim? Eu não tenho bactérias!!!!!
-Ah, tem sim! E vou te dizer mais, eu não sou a única!-Nisso, MUITAS bactérias feiosas e gorduchinhas apareceram para Suja.
-Mas como eu nunca vi vocês?
-Ah.....Porque somos muuuuuito pequenas, só dá para nos enxergar com um super microscópio, mas estamos aí. Você só está nos vendo grandes agora porque está sonhando.
-Mas porque vocês vivem em mim?
-Ora, porque você não toma banho! Essa sua pele gordurosa hummmm é deliciosa! Comemos toda essa sua gordura e restos de pele morta e ficamos assim: bem gordinhas! Quanto mais comemos, mais bactérias nascem. Só tem um problema, quando enchemos essa nossa pancinha de bactéria soltamos um cheiro muito fedido. Então, viemos até aqui para dizer que foi muito feio você culpar o Joca! Você está fedida porque não toma banho, e não o Joca!
- Ué, mas por que só quando eu tomo banho vocês vão embora?
-Por que quando você  passa o sabão na sua pele, nós grudamos nele, e aí quando vem a água ela nos leva embora.
-Puxa vida, então quer dizer que na minha pele agora estão TODAS vocês e também resto de pele morta?
-Sim, isso aí! Bom, Suja, agora você já pode acordar. E por favor, toma um banho, a sua pele já está super lotada de bactérias, não tem espaço para mais ninguém, além de estar muito abafado,  nem a gente aguenta o fedor. E olha que somos bactérias!
Suja acordou e voou para o chuveiro. Sua mãe acordou com o barulho e foi ver o que estava acontecendo:
-Minha filha, porque está tomando banho de novo?

-Ah mamãe, porque não há nada melhor do que um delicioso banho cheio de sabão!!  

  • Após a história, comentar com os alunos os dois maus hábitos da "Suja". Um era não tomar banho, e o outro era o hábito da mentira. 
  • Questionar com eles como seria o nosso corpo sem a pele? Explicar que o maior órgão do corpo humano, é justamente ela: a pele, e portanto, merece cuidados!
  • Suja antes do banho estava com restos de pele morta sobre a sua pele. Explicar aos alunos que a todo momento estão nascendo células novas, e quando elas nascem elas "empurram" as mais velhas para fora. Por isso que na nossa casa tem tanta poeira, é o resto de pelo morta que perdemos a todo momento e que sai durante o banho.
  • Bom, mas Suja estava com muita pele morta (colar nesse momento os pedaços de fita crepe que já pode ser deixado previamente picado na beirada de uma classe)



  • Além de pele morta, o que mais tinha na pele da Suja? Gordura! Nesse momento, é possível levar óleo em um potinho pequeno e passar na boneca com algodão, uma vez que ela é plastificada frente e verso. Pedir para que os alunos passem o dedo na boneca para sentirem que ela está oleosa. 
  • A Suja tinha restos de pele morta e muita gordura na sua pele. Quem é que vai adorar encher a pancinha? As bactérias! Pedir para que os alunos ponham as bactérias no corpo da boneca.



  • Se você tem algo em casa que seja bem fedido, é interessante abrir nesse momento, pois as bactérias, ao se alimentarem, exalam um odor muito forte. Eu tenho aqui em casa óleo de cozinha que armazeno para levar às fábricas de sabão. Cada vez que eu abro o pote é como se Satã tivesse tirado as botinas na minha sala. Levar num pequeno potinho esse cheiro horroroso vai gerar memórias olfativas.
  • Muito bem, a Suja está oleosa, com pele morta, cheia de bactéria. O que temos que fazer com ela? DAR BANHO! Convidar os alunos a limpar a boneca com paninho e sabão. Eles vão, inclusive, arrancar as fitas crepes que simulam os restos de pele morta.
  • É possível trabalhar algum texto informativo para complementar a aula. E de tema (ou para atividade em aula  mesmo) seria interessante o aluno escrever como seria a conversa do Joca com a Suja em um sonho. Afinal de contas, ela mentiu. Se ele pudesse falar (como as bactérias falaram) o que ele diria a ela? Rende uma boa reflexão.