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sexta-feira, 25 de março de 2016

Projeto "Terra à vista, o descobrimento do Brasil". Aula 3 de 4

Disciplinas: Ciências, Matemática, Educação Física
Desde a minha 5ª série eu ouvia isso como um mantra: os portugueses queriam descobrir a rota para as Índias. Os espanhóis queriam chegar às ìndias. O mundo queria as Índias. E eu pensava: caramba? todo esse gasto de energia só para comer pimenta e orégano? Até que um dia (muitos e muitos anos depois) o segredo foi-me revelado...Finalmente entendi a imensa importância das tais especiarias. Não vamos fazer nossos alunos esperarem tanto tempo. Vamos abrir o jogo logo. Então, vamos à aula.
A professora vai mostrar aos alunos dois potes de comida iguais. Porém, um estará azedo e o outro não. Deixar os alunos cheirarem (dependendo da idade, esse pode ser um momento perigoso sob o risco de voltar o iogurte ou o todynho do lanche). O professor vai instigá-los: o que aconteceu ali? Deixá-los trazer suas impressões. Guiá-los ao raciocínio da geladeira. Sem ela, teríamos que cozinhar a todo momento pois guardar comida seria impossível. 
Questionar com a turma o porquê de na geladeira a comida durar mais? Se não souberem responder, perguntar a eles:
  • Quando que cheiramos pior? No verão ou no inverno? 
  • Por que no verão? Porque as bactérias gostam de calor. No calor elas ficam soltas, alegres, elas se espalham com facilidade....
  • E no frio? Bom, no frio elas já ficam mais paradas, mais encolhidas. Demoram para se espalhar.

Agora, vamos imaginar que temos um bife cru que queremos que dure mais mas NÃO TEMOS uma geladeira. O que poderíamos fazer? Deixar os alunos trazerem suas hipóteses e apresenta-los um bife feito em EVA vermelho. Encher então esse EVA de sal. 
As bactérias morrem de medo de sal. Porque além de calor, elas AMAM umidade. E o sal é altamente desidratador. Provar isso fazendo a seguinte experiência:
1. Fazer um furo (cerca de 1 cm) no centro de uma batata de modo que perfure até a metade do comprimento da batata;
3. Preencha toda a cavidade com sal;
4. Posicione a batata “recheada de sal” na boca do copo;
5. Após alguns instantes será possível observar que a batata perde líquido possibilitando sua entrada no copo.
O sal retirou líquido da batata, e portanto, se tem menos sal na batata as bactérias passam a achar a batata pouco convidativa.
Os alunos deverão fazer o registro dessa experiência no caderno.
Uma experiência bastante semelhante está bem ilustrada nesse vídeo abaixo. Dependendo da idade dos pequenos, essa experiência a seguir pode ser mais ilustrativa. E é muito simples de fazer.

(Também é possível dar aos alunos um saquinho de torresmo e vê-los saindo em caravana para ir no bebedouro (pois o sal desidratou as células deles). Porém, tendo em vista que torresmo com bolachinha recheada e todynho não são exemplos de comidas saudáveis, melhor abortar operação.)
Dizer então aos alunos que a carne (de EVA) ficou com um gosto muito estranho, ela ainda não estragou mas está quase chegando lá. O que fazer para tirar esse gosto ruim? (Deixá-los responderem)
 TEMPEROS! Mostrar então à turma, potinhos de temperos. 

Apresentar a eles o orégano, o pimenta do reino, canela, noz moscada, cravo, etc. Pedir para que cheirem as especiarias e, em seguida, entregar a cada aluno uma pequeninha porção de especiarias dentro de um saquinho para colar no caderno. Ao lado da especiaria eles deverão escrever o nome correto. O aluno será lembrado de que as especiarias eram também usadas como medicamentos, perfumes e incensos. A professora mostrará à turma então o incenso de cravo e o de canela.

Logo após essa atividade, a professora enfatizará de que as especiarias chegavam aos países pelas caravelas...Introduzirá então, exercícios de matemática que envolvem essa temática, como mostra abaixo:
 As embarcações que trouxeram os navegadores portugueses para o Brasil eram três caravelas (naves menores e ágeis, com até 50 toneladas) e dez naus (com até 250 toneladas e capacidade para 200 pessoas). Além do tamanho, a principal diferença era o formato das velas. As caravelas tinham 6 metros de comprimento cada uma. Com base nisso, responda:
 1)      Qual era o peso de todas as naus e caravelas juntas?
 2) Das 1500 pessoas na embarcação, apenas um terço delas retornou à Portugal, o restante todo morreu de doenças. Qual foi o total de marinheiros que retornaram?
  4) Se você reduzisse a caravela de 6 metros para 6 cm em uma folha de papel, quantas vezes você teria que reduzir? (Lembrando que 1 metro tem 100 centímetros)

A seguir, será explicado que a esquadra de navios sempre tinha um capitão, que comandava os outros navios. E embora cada navio tivesse o seu piloto, todos tinham que obedecer ao capitão, que no caso era o Cabral. Portanto, no período de educação física, os alunos vão escolher um capitão e brincar de "o mestre mandou". Porém, as ordens tem que ser relativas ao dia a dia dos marinheiros, como por exemplo, esfregar o chão, nadar, varrer, cozinhar, etc. 
Regras:
- Os alunos repetirão a ordem somente se o mestre disser primeiro “o mestre mandou”. As ordens que não começarem com essas palavras não devem ser obedecidas.
- Sai aquele que não cumprir as ordens ou cumpri-las sem a palavra de comando.
- O próximo mestre é aquele que conseguir fazer todos os movimentos e ficar até o final.
Boa aula!


quinta-feira, 17 de março de 2016

Projeto "Terra à vista, o descobrimento do Brasil". Aula 2 de 4

Disciplinas:

Matemática, ciências e Ed. Física.

Começando a segunda aula do projeto, descobrimento do Brasil.

A professora levará para a aula, uma moeda de R$ 1,00. Perguntará aos alunos se eles sabem do que se trata aquela moeda. A partir daí, iniciar a atividade que utilizará moedas antigas portuguesas e montagem de tangram. Para quem não conhece, tangram é um jogo chinês milenar, extremamente inteligente. Ele contém 7 peças geométricas onde é possível fazer qualquer figura utilizando esse conjunto.


 A montagem do tangram exigirá do aluno o raciocínio lógico e o reconhecimento das formas geométricas. Cada aluno receberá as 7 peças que compõem o tangram em papel cartolina. É só colar essa imagem abaixo no word e mandar imprimir. A seguir, passá-la para um papel cartão ou EVA. O que seu bolso achar mais sustentável.

Resultado de imagem para tangram

Vamos então à descrição da atividade:

Nossa moeda hoje é feita de níquel. Mas quando o Brasil foi descoberto, há mais de 500 anos, que moedas que se usava? Mostrar aos alunos uma moeda de 1 vintém e uma moeda de 5 vinténs.

Escrever no quadro o valor dessa moeda hoje (criado pelo professor). 1 vintém valeria 5 Reais. 5 vinténs, 50 Reais. As moedas estarão coladas em um papelão no formato redondo. Abaixo, as imagens das moedas.


A seguir, a professora mostrará aos alunos uma caixa que terá as moedas. Uma espécie de banco. Os alunos então terão de trabalhar para ganhar as moedas. O trabalho será eles montarem o que os portugueses usaram para chegar ao Brasil utilizando peças em tangram, ou seja, um barco. As peças serão entregues avulsas. A montagem correta exige a utilização de todas as 7 peças. Cada tangram montado valerá 60 vinténs. A imagem do barco montado está abaixo, e o professor pode auxiliá-los nesse processo.


Com o barco montado, o aluno irá colá-lo em uma folha de ofício, vai escolher o número de tripulantes que ele teria, caso viesse para o Brasil. Esse número deverá ser de 1 a 10. O aluno então irá negociar com a professora a compra de alimentos para iniciar a sua viagem. Os nomes de comida serão colados no quadro. Essas comidas listadas são as que eram trazidas dentro dos navios, portanto, aí já se faz a relação histórica com a matemática. 

Como o aluno já recebeu o seu dinheiro, poderá iniciar a compra. No quadro estará colado:

biscoito (muito utilizado em navios) preço 1 vintém.
Água 1 vintém 20 litros.
vinho (também, muito utilizado) (água) preço 2 vinténs.
carne salgada preço 2 vinténs o kg
cebola preço 1 vintém
vinagre preço 1 vintém
azeite preço 2 vinténs
conserva de azeitona preço 1 vintém
mel preço 2 vinténs
salame preço 2 vinténs
goiabada preço 1 vintém
Queijo 2 vinténs o kg.
arroz preço 1 vintém
lentilha preço 1 vintém

O aluno deverá fazer a escolha dos itens selecionados relacionando o tempo de viagem que foi de mais ou menos 1 mês. Nessa compra, o troco e a soma será calculada pelo aluno. Todos os registros serão feitos no caderno. O aluno será lembrado de que cada marinheiro deveria receber por dia 1,5 litro de água e mais 1,5 litro de vinho e no mínimo 15 kg de carne por mês.

A professora abordará então os problemas que aquela viagem acarretaria em termos de alimentação e hábitos de higiene. A partir daí, entrará Ciências de forma interdisciplinar com a matemática. Será entregue ao aluno uma folha xerocada com o título "A dura vida dos mares" falando dessa difícil vida dos marinheiros. É um texto agradável e cheio de curiosidades que os alunos vão gostar muito de saber.

                                             A DURA VIDA DOS MARES

Fome, sede e doença. Três palavras que acompanhavam todos os marujos. Dentre os obstáculos que precisaram ser vencidos para desbravar os mares, nenhum supera a dureza do cotidiano nas caravelas. Os tripulantes eram confinados a um ridículo espaço que impedia qualquer tipo de privacidade. Os hábitos de higiene eram precários. Proliferavam insetos parasitas: pulgas, percevejos e piolhos. O mau cheiro se acumulava, tornando-se insuportável em pouco tempo. Nos pavimentos inferiores, o ar e a luz eram extremamente escassos, fornecidos apenas por fendas entre as madeiras, que também deixavam passar água, tornando os porões abafados, quentes e úmidos. Nesse ambiente insalubre, apinhado de carga, os marinheiros ficavam amontoados em um único cômodo.
Devido ao aperto nos navios, o abastecimento e a alimentação constituíram um problema permanente. Os gêneros embarcados tinham sempre uma péssima qualidade. Estavam frequentemente deteriorados ainda no início da viagem e terminavam apodrecendo em pouco tempo.
O rol dos produtos oficialmente embarcados incluía carne vermelha defumada, peixe seco ou salgado, favas, lentilhas, cebolas, vinagre, banha, azeite, azeitonas, farinha de trigo, laranjas, biscoitos, açúcar, mel, uvas-passas, ameixas, conservas e queijos. Também eram transportados barris de vinho e água, embora, depois de algumas semanas, o vinho se transformasse em vinagre e a água, em um fétido criadouro de larvas.
Para garantir a presença de alimento fresco, iam a bordo alguns animais vivos, principalmente galinhas, e, por vezes, bois, porcos, carneiros e cabras, brindando os embarcados com muito esterco e urina, que contribuíam para agravar o quadro de doenças entre os humanos.
Em viagens longas, passado um mês, o que sobrava para comer era uma espécie de biscoito duro e seco, então já todo roído por ratos e baratas. Nestas condições, a ração era distribuída três vezes ao dia, praticamente nunca excedendo uma porção de biscoitos, meia medida de vinho e uma de água. A dieta pobre em vitaminas explica diversas doenças que se tornaram corriqueiras nos navios, com sintomas como disenteria, febre, fraqueza extrema e desnutrição. A principal era o escorbuto, chamado na época de “mal das gengivas” ou “mal de Luanda”, provocado pela falta de vitamina C. Causava inchaço das gengivas e perda dos dentes, dilatações e dores nas pernas, conduzindo a uma lenta, horrível e dolorosa morte.
A ausência de hábitos básicos de higiene piorava os estragos causados pelo alto grau de deterioração dos víveres. Não era costume, por exemplo, lavar as colheres, as gamelas e os pratos usados. Estes utensílios eram compartilhados, sendo de uso coletivo entre os tripulantes. Além disso, piolhos, pulgas e percevejos saltavam dos animais transportados e encontravam nas pessoas um farto terreno para proliferar. A água utilizada para beber e para cozinhar era guardada em grandes tonéis ou tanques, inapropriados. Assim, quase sempre a água estava infectada por bactérias, o que sempre provocou infecções e diarreias nos tripulantes. 
Além disso, eles precisavam conter sua repugnância diante dos companheiros de viagem, que arrotavam, vomitavam, soltavam ventos e escarravam perto dos que comiam sua escassa refeição. Não havia instalações sanitárias a bordo. Eles faziam as necessidades se debruçando no costado da nau, na borda do navio, voltados para o mar. Alguns caíam enquanto buscavam alívio e nunca mais eram vistos. Aqueles que podiam, valiam-se de bacias, cujo conteúdo fétido era depois despejado em qualquer canto.

Após o texto, o aluno deverá se posicionar sobre as informações onde será debatida a importância dos hábitos de higiene para uma vida saudável. Muitos marinheiros morriam na viagem, não por naufrágio ou ataque de piratas. Mas sim por ambiente insalubre.


A próxima atividade vai contemplar ainda a vida no navio. Como era que os marinheiros se divertiam diante de uma realidade tão difícil? A diversão é muito importante. Eles então jogavam cartas. Propiciar aos alunos um jogo coletivo de cartas que será o dorminhoco, contemplando a atenção como habilidade desenvolvida.

REGRAS DO DORMINHOCO

O jogo não utiliza todas as cartas do baralho e com isso pode-se formar vários grupos com apenas um baralho. Separa-se 3 cartas (trincas) de mesmo número (ou letra) por cada jogador. Ou seja, se forem 4 os jogadores por grupo, separa-se 4 trincas. Se forem 5, cinco trincas, e assim por diante. Deve-se separar também um coringa. As cartas serão embaralhadas e distribuídas entre os jogadores, sendo que um ficará com 4 cartas e iniciará o jogo. Este jogador escolhe uma de suas cartas e passa a mesma para o jogador a sua esquerda. O jogo prossegue sempre com um jogador passando uma carta para o jogador seguinte. Quem receber o coringa passado pelo jogador anterior deve ficar com ele por uma rodada antes de passá-lo adiante. Quando um jogador formar uma trinca, ou seja, ficar com três cartas iguais na mão, deve baixá-las discretamente com os valores para virados para baixo. Os demais jogadores devem fazer o mesmo. O último a baixar suas cartas será o “Dorminhoco”. O objetivo do jogo, portanto, não é necessariamente formar a trinca, mas não ser o último a baixar as suas carta.

Boa aula!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Como trabalhar a fotossíntese.

Fotossíntese é páreo duro com as capitanias hereditárias. Ambas, marteladas infinitamente ao longo do Ensino Fundamental. Essa aula foi desenvolvida para um segundo ano, mas nada impede que seja trabalhada em um primeiro ou terceiro ano.

Então, vamos à fotossíntese.

Comece a aula perguntando aos alunos o que eles comeram de café da manhã ou de almoço. Indague o motivo pelo qual temos de nos alimentar. Deixe eles falarem e cole no quadro a pergunta e a resposta que pode ser confeccionada com cartolina colorida ou EVA. As cores ajudam a chamar a atenção e as perguntas coladas no quadro, auxiliam o aluno a manter a linha de raciocínio da aula.




A seguir, os questione sobre o que aconteceria conosco se déssemos MUITA energia para o corpo, mais do que ele precisa. A resposta óbvia que seria engordar, é trazida automaticamente pelo aluno. Você pode colar a segunda pergunta já coma  resposta,



Faça aos alunos a pergunta: Mas isso também aconteceria com uma planta? O que iria ocorrer se déssemos energia demais para a planta? Cole a folha pequena no quadro junto com a pergunta abaixo, e quando eles responderem que a planta ficaria "muito grande" cole a folha grande ao lado.




Pergunte à turma: ok, mas e o que uma planta come? Planta tem boca? Dente? Estômago?
Do que ela se alimenta? Cole a pergunta e deixe-os trazer as hipóteses sobre o que uma planta come e cole a imagem abaixo no quadro.



Mas afinal, o que é gás carbônico? Diga aos alunos que agora todos vão encher a sala de gás carbônico (preparem-se para a relação espirituosa dos alunos com gases vindos de outros orifícios).

Faça os alunos respirarem profundamente e soltar pela boca. Repita isso umas 5 vezes, igual respiração de cachorro com sede. Muito bem queridos alunos, acabamos de encher a sala de gás carbônico. (os meus alunos gostaram tanto que repetiram isso por muitas vezes).

Mas uma planta come "água, gás carbônico e luz?" Podemos comer a luz do Sol? Não! Então, esperem um pouquinho.
(nessa hora eu amarrei um pano amarelo na cabeça para me fazer de Ana Maria Braga e disse:)

Acoooorda Menina! Hoje a gente vai fazer uma receita deliciosa para planta nenhuma botar defeito. Para isso vamos precisar de :
Água, e gás carbônico. (coloquem dentro de uma panelinha de brinquedo que se acha em qualquer lojinha de 1,99.)



Hummmm, mas está faltando algo para essa comida ficar pronta. (os alunos vão dizer que falta o fogo). Pôr então em cima de um fogaozinho, que é encontrado nas melhores casas made in china do ramo.



Ué, mas não tem nada nesse fogão, ele não está ligado....O que poderíamos usar para esquentar essa panela? Os alunos vão dizer que o sol poderia aquecer. Você destaca o sol do quadro (ou leva outro para não precisar desfalcar o quadro) e posicione embaixo da panelinha.



Hummmmm o cheirinho está uma delícia. Acho que está quase pronto! (vire-se de costas e troque os elementos da panela por um saquinho de açúcar, ou açúcar em si caso não tema a sujeirada que isso pode causar).


Faça as crianças verem de uma a uma, o que resultou daquela receita. Açúcar! Sim, a planta produziu glicose, ou seja, açúcar. E ela só precisou de água, gás carbônico e luz solar.

Mas a planta, usa uma panela? Não, então, quem é a "panela"  da planta?
A folha!
Destaque a folha grande do quadro e ponha a água e o gás carbônico sobre a folha. Sobre ela, ponha a luz solar e troque tudo isso pelo saquinho de açúcar. Ou seja, repita o processo utilizando a folha.

Ressalte que a água chega nas folhas pelas raízes, que são levadas pelo caule (ou tronco) que são como um elevador, que entregam a gotinha lá na folha.

Agora, diga que você fez um delicioso omelete na noite passada e que pôs a casca do ovo fora. Mostre à turma a casca do ovo.


Por que a prof jogou fora a casca? Porque eu não usaria para nada...

E a planta, será que depois que fez esse delicioso açúcar também não teve coisas que ela se desfez porque não precisava? Pegar a folha grande e puxar de trás dela a palavra OXIGÊNIO. Uma grande engenharia construída com durex e EVA :) escondida atrás da folha.



Pois é, o oxigênio para as plantas não tem muita serventia, pois elas usam uma pequena parte para elas, e o que sobra elas jogam "fora"....Mais ou menos como fazemos com a casca do ovo. E que bom que elas fazem isso, pois é daí que vem o oxigênio que respiramos.

Fiz esse esquema com embalagem de ovo para os alunos respirarem dentro e foi uma farra! Todo mundo quis enfiar o nariz ali e respirar o oxigênio.



E se eu tirar a luz solar da plantinha, ou a água....Ela vai conseguir produzir seu alimento? Não. E como é a aparência de uma folha faminta? (cole a folha amarela no quadro).



Ressalte que esse processo se chama FOTOSSÍNTESE, que é a produção pela luz.
Você pode colar a palavra no quadro bem grande e colorida. Embaixo da palavra foto pode colar uma lâmpada bem bonita.

E se quiser, pode finalizar com uma experiência. Cobrir um ramo de alguma planta em um vaso com um cone de papel  para impedir que aquela folha receba luz solar. A ideia é isolar uma pequena parte do vaso para provar aos alunos que sem a luz, não há produção pela luz, ou seja, não há fotossíntese.

No final da aula, cole a palavra árvore no quadro que estará dividida em duas partes. Pergunte aos alunos que palavrinha está escondida ali. Destaque para que eles vejam que a Árvore começa com a palavra Ar.



PS: Os minerais do solo que também auxiliam na fotossíntese não foram citados nessa aula já que foi elaborada para um segundo ano. Se fores aplicá-la em um terceiro ano já é possível tornar a aula mais complexa ao introduzir os minerais no processo.

Boa aula.





sábado, 31 de outubro de 2015

Como trabalhar a luz e o arco-iris.

Conteúdos:
Reflexão da luz.


Postagens espaçadas devido a uma sobrecarga de afazeres. Alguns materiais estão na fila para a postagem, entretanto, essa aula de ontem me animou a cavar um espaço no meu corrido sábado para divulgar.

Na escola em que trabalho, usamos uma apostila que é dividida em 4 volumes no ano. Como leciono para o segundo ano, eu via ali conteúdos que considerava despropositais de se trabalhar com alunos dessa faixa etária. Um dos conteúdos era a reflexão da luz. Questionei com o meu marido (que absorve boa parte das minhas reflexões de professora, sejam elas boas ou más) que isso era um absurdo e que a criança não tinha ainda maturidade de entender um assunto tão complexo.

Não tinha, até eu dar essa aula e ela ser um tremendo sucesso. Enfiei meu giz na caixinha (uma analogia pedagógica para "viola no saco") e vim aqui escrever. As crianças não somente entenderam como sabiam explicar o que foi aprendido e algumas, inclusive, disseram que fariam a experiência em casa. Ou seja, subestimei os pequenos. Que feio professora joaninha!

Nessa aula eu deveria abordar que a luz branca é formada pelas 7 cores do arco-íris e explicar porque vemos os objetos nas cores que eles são. Então, vamos lá.

  • Comecei a aula dando a eles a seguinte situação:
  • Imaginem que vocês estão em uma sala totalmente escura, nela tem uma mesa, uma cadeira e um sofá. Quando vocês vão andar nessa sala, vocês dão uma trombada na mesa, batem o pé no sofá e tropeçam na cadeira. Por quê?
  • Deixe eles responder: porque está escuro.
  • Então quer dizer que enxergamos as coisas porque a luz os ilumina, certo? Isso significa que o sofá, a cadeira e a mesa não tem o quê?
  • Luz própria.
  • Quem tem luz própria então?
  • Os alunos trarão: sol, vela, lâmpada.
  • O que acontece é que a luz ela bate no objeto e volta para onde?
  • (os alunos vão viajar nas respostas, os meus disseram que a luz voltava para o universo, outros que a luz voltava para as nuvens.... guiá-los para que eles cheguem à conclusão de que ela volta para os nossos olhos). Ela bate e volta. Esse é o esquema da luz, bateu no objeto, voltou para os teus olhos.
  • Muito bem, contar a eles que um filósofo de muitos anos atrás chamado Platão, achava que nossos olhos tinham pequenos pontos que emitiam luz, por isso víamos os objetos....Questionar com os alunos porque isso não é verdade?
  • Porque se fosse verdade, veríamos no escuro, e não é isso que ocorre.
  • Até que um dia, um cara chamado Isaac Newton (mostrar uma imagem dele com a peruca cacheada que eles vão adorar) descobriu que a cor branca é a soma de todas as cores do arco-íris. Alguém duvida?
  • Fazer a experiência.




  • Você pode imprimir um disco de cores do Newton (só digitar disco de cores em imagens) e mandar imprimir. Depois cole em um papelão e faça uma engembração para girá-lo. Eu peguei uma antena quebrada, borrachinha e botão.
  • Na aula você vai mostrar as 7 cores e provar a eles que a cor branca é uma mistura delas. Gire bem rápido e pergunte à turma qual é a cor que forma? A branca.
  • A seguir, fazer com eles a seguinte experiência que vai requerer o uso de:
  • 1 dvd velho (é dvd, não cd);
  • Fita isolante preta;
  • Uma vela.
  • Você vai dar um pequeno corte na beirada do DVD e retirar a parte branca com cuidado. Vai ficar apenas a camada roxinha, como mostra abaixo.




  • Cubra o centro com fita isolante, escureça o ambiente e passe uma vela por trás do DVD. O efeito será esse:



  • Eu já levei tudo prontinho. Os alunos verão com os próprios olhos, a luz da vela se decompondo nas 7 cores do arco-iris. Chame a atenção deles nesse momento para a sequência de cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul anil, azul e violeta. Tem uma explicação física para essa ordem, mas para um segundo ano essa parte pode ser pulada.
  • Muito bem, encerrada a experiência, questione com eles a seguinte situação:Se a luz branca é formada por todas as cores do arco-iris, porque não vemos tudo colorido? Por que vemos uma folha verde, uma maçã vermelha e uma banana amarela?
  • Deixá-los trazer todas as possíveis hipóteses, por mais absurdo que seja. É importante que eles pensem a ciência. A seguir, dê a seguinte explicação:
  • Uma maçã vermelha refletiu para os nossos olhos que cor? A vermelha. E todas as outras 6 cores, o que a maçã fez? Ficou para ela. Ela absorveu todas as outras cores. Uma folha de árvore, refletiu para os nossos olhos que cor? A verde,  absorveu todas as outras.
  • Para verificar se ficou mesmo compreendido, prenda as 7 cores do arco-iris no quadro pedindo ajuda para que eles as coloquem em ordem:



  • A seguir, pergunte: Um limão verdinho, ele está absorvendo quais cores? (o aluno deverá retirar todos os papeis e deixar apenas o verde.
  • Nisso, um aluno de 1m20cm mas de grande perspicácia, perguntou?
  • Mas Sora, e quando vemos o branco?
  • Simples, ele está refletindo todas as cores ao mesmo tempo.
  • E o preto? (deixá-los pensar que o preto é o contrário, está absorvendo todas as cores)

Para quem achou que isso é demais para a criançada de 8 anos, faça o teste.

Eles são apaixonados por ciência e é uma pena que os professores deixem ela de lado e se preocupem só com português e matemática. Aliás, é possível trabalhar esse conteúdo de forma interdisciplinar tranquilamente.
E para quem quer ver o vídeo da experiência, é esse aqui:




De tema, pedi que fizessem uma colagem das 7 cores da cor branca na ordem correta usando qualquer tipo de material. Quando entregarem, vou expor os trabalhos.
E se você for uma professora com mais tempo do que eu, pode levar para a aula essa linda gelatina de arco-iris. No vídeo está o passo a passo para fazer:




Boa aula!

sábado, 17 de outubro de 2015

Como trabalhar o Sistema Solar.

Conteúdo:
Sistema Solar.


Deparei-me com o conteúdo a ser trabalhado: sistema solar. A apostila me apontou o Norte e eu apontei para o Universo. Afinal, como trabalhar um assunto adorado pelas crianças sem ter que apelar para as manjadas maquetes com bolas de isopor que, além disso, são altamente poluentes uma vez que não podem ser recicladas?

Foi aí que minhas ideias entraram em órbita! Por que não fazer um sistema solar de balão? Poderia produzir o Sol a partir daqueles imensos balões de festa de guardar lembrancinhas!"
E cada planeta ser um balão diferente, com as suas cores representadas nas cores dos balões!

Nesse momento, eu só não me dirigi a uma papelaria parar comprar os balões porque era domingo. Porém, ainda faltava algo, o que acrescentar??? Foi então que aproveitei o gancho das lembrancinhas e transformei em curiosidades! Dentro de cada balão estariam curiosidades sobre cada corpo solar....E no final da aula, a ordem seria : ESTOURAR TODOS OS BALÕES!!!!!

Sim, fazer uma bagunça pedagógica, um aprendizado barulhento, um conhecimento divertido. Cheguei na escola uma hora antes, comecei a montar o sistema solar, e o resultado foi esse:


Fiz etiquetas com os nomes dos planetas e pendurei todos eles por barbante. Como meus balões eram tudo número 9 não deu para destacar muito o tamanho deles, mas se você quiser investir em mais efeito visual, pegue balões maiores para fazer os 4 últimos que são conhecidos como planetas gigantes.

Escureci a sala e mantive segredo. Quando as crianças entraram, os pescoços se contorceram e ouvi alguns: Nooooosssa! Que legaaaaaaal, Olha, Marte!!!!! Entre outros.

A partir daí, a aula inicia.

  • O professor pode começar abordando quem é o maior planeta e o menor. (deixá-los verem por si). 
  • Qual deles é mais quente? Por quê? (Os mais perto do Sol) Qual é o mais frio? Por quê? (os mais distantes do Sol)
  • Sabem o que aconteceria se vocês pisassem em Júpiter? O pé de vocês ia afundar, afundar e afundar. Isso porque Júpiter é todinho feito de gás. Aliás, não só ele: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, todos eles além de enormes, são só gás! Os únicos que tem rocha (bata o pé no chão enquanto diz isso) são os 4 primeiros: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte.
  • Todos esses planetas fazem parte do sistema solar porque giram ao redor da estrela Sol. Igual uma estrela de TV, ou de cinema. Todo mundo não fica em volta querendo autógrafos? Tirar fotos? O sistema solar é igual. Todos os planetas ficam em volta do Sol porque ele também é uma estrela.
  • Mas porque ele é uma estrela? Por exemplo, se a Terra está de costas para o Sol, como fica o céu? Escuro. Então o nosso planeta não tem luz própria. Dependemos da luz do Sol. Mas e o Sol, o que faz ele brilhar? ELE MESMO! Ele é como uma grande lâmpada que brilha sozinho. Por isso ele é uma estrela.
  • Por falar em estrela, quem já viu um céu bem estrelado à noite? Perceberam que de noite tem estrelas que parecem mais brilhantes e outras que parecem beeem apagadas? Por que isso acontece? Por exemplo, se eu colocar uma lanterna no rosto do colega (ligar uma lanterna e apontar para o rosto de um colega) e depois apontar essa lanterna para um aluno que está no fundo da sala, qual será mais fraca? O que está no fundo da sala. Mas por quê? Porque está mais longe. Portanto, estrelas mais brilhantes estão mais perto da Terra, estrelas mais fracas estão mais longe!

Depois de trabalhar bem essas questões de cores, tamanhos, composição, pode estourar os balões de um em um. Os alunos ficaram alucinados. Foi uma excelente experiência. Depois eles podem colar as curiosidades que pegaram no caderno e ler em voz alta.

Algumas curiosidades que usei em cada corpo celeste:


1) Dentro do Sol tem MUUUITO hidrogênio, é ele que faz ele brilhar assim!

2) O Sol é uma estrela de quinta grandeza, isso quer dizer que tem outros 4 tipos de estrelas maiores do que o Sol!

3) O Sol não é uma bola de fogo, ele é uma estrela pois tem luz própria.

4) O Sol faz nosso corpo produzir vitamina D que deixa nossos ossos fortes!

5) A temperatura do Sol na superfície é de 6 mil graus C!

6) Dentro do Sol caberiam 1 milhão e 300 mil terras!

7) A maior estrela do Universo já descoberta se chama Canis Majoris e ela é 3 MILHOES DE VEZES MAIOR QUE O SOL!

7) Se o Sol apagasse agora só saberíamos depois de 8 minutos.

8) Mercúrio é o menor planeta e também o mais rápido do sistema solar!

9) Mercúrio tem o céu sempre preto!

10) Vênus é o planeta mais quente do sistema solar!

11) A terra leva 365 dias para dar uma volta completa em volta do Sol!

12) Marte tem dois satélites naturais (como a nossa lua, ficam girando ao redor de um  planeta) eles se chamam  Fobos e Deimos.

13) Há um projeto para povoar Marte! Você moraria lá?

14) Júpiter é o maior planeta do sistema solar!

15) Júpiter tem mais de 60 satélites (como a nossa lua, ficam girando ao redor do planeta) Ele tem tantos satélites porque é muito grande!

16) Tem uma região em Júpiter que faz 400 anos que está em tempestade.

17) Saturno tem anéis que são formados por gelo, gás, poeira e rochas!

18) Urano é um planeta que gira deitado!

19) Netuno tem a região mais fria do sistema solar! 


Você pode incluir mais curiosidades, ou outras que preferir.
E para finalizar, é claro que não podia faltar uma música, então, ponha eles para dançar o clássico do Balão Mágico cujo nome da música tem tudo a ver com a aula: O LINDO BALÃO AZUL.:



Lindo Balão Azul
Guilherme Arantes
  
Eu vivo sempre
No mundo da lua
Porque sou aventureiro
Desde o meu primeiro passo
Pro infinito

Eu vivo sempre

No mundo da lua
Porque sou inteligente
Se você quer vir com a gente
Venha que será um barato

Pegar carona

Nessa cauda de cometa
Ver a via láctea
Estrada tão bonita
Brincar de esconde-esconde
Numa nebulosa
Voltar pra casa
Nosso lindo balão azul


Tenho certeza de que essa aula vai ser um estouro! Literalmente!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Como trabalhar a importância do banho.

Conteúdo: 
Pele e Bactérias 
A importância da higiene pessoal.


  • Para essa aula, nada melhor do que abri-la com a música do ratinho tomando banho, do inesquecível castelo ra-tim-bum. Simular com as crianças o passo a passo do banho. A música é bem curtinha, dá para repeti-la umas 3 vezes.


  • Após a música, perguntar aos alunos quem gosta de tomar banho. Deixa-los trazer suas experiências. A seguir, contar à turma que tinha uma menina que não gostava de banho. Seu nome era Suzana Janaína, mas podem chamá-la de "Suja". Colar no quadro a Suja, feita toda em papel pardo e recoberta com durecão com aproximadamente 90 cm de comprimento.





  • Banho para quê?

Essa é Suzana Janaína, mas podem chamá-la de Suja. Suja não gostava de tomar banho. Sempre que sua mãe a mandava se banhar, Suja ia para o banheiro, abria o chuveiro para fazer de conta que estava tomando banho e botava a roupa limpa. Sua mãe era tão distraída que nem percebia que Suja a tinha enganado.
Suja já estava há uma semana sem banho. Em uma noite, durante o jantar, sua mãe começou a franzir o nariz dizendo:
-Nossa! Que cheiro ruim! Da onde será que está vindo esse cheiro?- Suja arregalou os olhos com medo de ser descoberta e imediatamente apontou para o cachorro:
-Aposto que é o Joca! Ele não vai na pet há muuuuuito tempo!-A mãe de Suja olhou para o Joca e disse:
-Ah não Joca, amanhã mesmo você vai ir para a pet, você está muito fedido!- Suja sorriu vitoriosa e o Joca lhe deu uma rosnada:
-RRRRRRR.- Suja terminou rapidinho o seu jantar e foi dormir.  Estava tão cansada que logo adormeceu. Nessa noite, Suja teve um sonho muito estranho. Ela sonhou que sobre a sua barriga tinha um pequeno monstrinho beeeem barrigudo.
-Q-Q-QUEM É VOCÊ?
-Ora, vivo em você há uma semana e não me reconhece? Muito prazer, meu nome é Bactéria!
-Como assim? Eu não tenho bactérias!!!!!
-Ah, tem sim! E vou te dizer mais, eu não sou a única!-Nisso, MUITAS bactérias feiosas e gorduchinhas apareceram para Suja.
-Mas como eu nunca vi vocês?
-Ah.....Porque somos muuuuuito pequenas, só dá para nos enxergar com um super microscópio, mas estamos aí. Você só está nos vendo grandes agora porque está sonhando.
-Mas porque vocês vivem em mim?
-Ora, porque você não toma banho! Essa sua pele gordurosa hummmm é deliciosa! Comemos toda essa sua gordura e restos de pele morta e ficamos assim: bem gordinhas! Quanto mais comemos, mais bactérias nascem. Só tem um problema, quando enchemos essa nossa pancinha de bactéria soltamos um cheiro muito fedido. Então, viemos até aqui para dizer que foi muito feio você culpar o Joca! Você está fedida porque não toma banho, e não o Joca!
- Ué, mas por que só quando eu tomo banho vocês vão embora?
-Por que quando você  passa o sabão na sua pele, nós grudamos nele, e aí quando vem a água ela nos leva embora.
-Puxa vida, então quer dizer que na minha pele agora estão TODAS vocês e também resto de pele morta?
-Sim, isso aí! Bom, Suja, agora você já pode acordar. E por favor, toma um banho, a sua pele já está super lotada de bactérias, não tem espaço para mais ninguém, além de estar muito abafado,  nem a gente aguenta o fedor. E olha que somos bactérias!
Suja acordou e voou para o chuveiro. Sua mãe acordou com o barulho e foi ver o que estava acontecendo:
-Minha filha, porque está tomando banho de novo?

-Ah mamãe, porque não há nada melhor do que um delicioso banho cheio de sabão!!  

  • Após a história, comentar com os alunos os dois maus hábitos da "Suja". Um era não tomar banho, e o outro era o hábito da mentira. 
  • Questionar com eles como seria o nosso corpo sem a pele? Explicar que o maior órgão do corpo humano, é justamente ela: a pele, e portanto, merece cuidados!
  • Suja antes do banho estava com restos de pele morta sobre a sua pele. Explicar aos alunos que a todo momento estão nascendo células novas, e quando elas nascem elas "empurram" as mais velhas para fora. Por isso que na nossa casa tem tanta poeira, é o resto de pelo morta que perdemos a todo momento e que sai durante o banho.
  • Bom, mas Suja estava com muita pele morta (colar nesse momento os pedaços de fita crepe que já pode ser deixado previamente picado na beirada de uma classe)



  • Além de pele morta, o que mais tinha na pele da Suja? Gordura! Nesse momento, é possível levar óleo em um potinho pequeno e passar na boneca com algodão, uma vez que ela é plastificada frente e verso. Pedir para que os alunos passem o dedo na boneca para sentirem que ela está oleosa. 
  • A Suja tinha restos de pele morta e muita gordura na sua pele. Quem é que vai adorar encher a pancinha? As bactérias! Pedir para que os alunos ponham as bactérias no corpo da boneca.



  • Se você tem algo em casa que seja bem fedido, é interessante abrir nesse momento, pois as bactérias, ao se alimentarem, exalam um odor muito forte. Eu tenho aqui em casa óleo de cozinha que armazeno para levar às fábricas de sabão. Cada vez que eu abro o pote é como se Satã tivesse tirado as botinas na minha sala. Levar num pequeno potinho esse cheiro horroroso vai gerar memórias olfativas.
  • Muito bem, a Suja está oleosa, com pele morta, cheia de bactéria. O que temos que fazer com ela? DAR BANHO! Convidar os alunos a limpar a boneca com paninho e sabão. Eles vão, inclusive, arrancar as fitas crepes que simulam os restos de pele morta.
  • É possível trabalhar algum texto informativo para complementar a aula. E de tema (ou para atividade em aula  mesmo) seria interessante o aluno escrever como seria a conversa do Joca com a Suja em um sonho. Afinal de contas, ela mentiu. Se ele pudesse falar (como as bactérias falaram) o que ele diria a ela? Rende uma boa reflexão.